segunda-feira, 31 de março de 2014

Governo cede a professores, mas reajuste é dividido em duas vezes



Pressionado pelos servidores da educação pública de Alagoas, o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) cedeu as cobranças e anunciou o reajuste na ordem de 8,32% para a categoria. Apesar da expectativa dos servidores, o governo anunciou que o reajuste será aplicado em duas vezes, com aplicação de 6% já no mês de maio, com os 2,32% previstos para novembro.

Em assembleia geral realizada nesta segunda-feira (31), na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), no Mutange, em Maceió, os servidores da rede pública estadual decidiram que irão manter a greve da categoria até que a lei que determina o reajuste de 8,32% para a categoria (incluindo os servidores aposentados), em forma de 'mensagem governamental', seja enviada à Assembleia Legislativa e aprovada até a próxima quinta-feira (03).

O anúncio do percentual de 8,32% foi repassado à categoria no decorrer da assembleia geral, após ligação feita pelo próprio secretário de Estado da Gestão Pública, Alexandre Lages.

“Mesmo o governo vindo outra vez com o velho discurso de que não havia recursos, o Sinteal exigiu a implantação do reajuste também para os funcionários e funcionárias da educação e não apenas para o magistério. Assim, pela primeira vez nesse governo tucano, a carreira de todos os profissionais da educação da rede estadual é reconhecida”, afirmou Consuelo Correia, presidente do Sinteal.

Consuelo disse, ainda, que o Sinteal cobrou do Executivo “o reconhecimento por tempo de serviço, visto que existem servidores com 27 anos de trabalho que ainda permanecem, absurdamente, na letra bê, sendo que, neste caso, já recebemos promessa do secretário de Gestão Pública de que, até o próximo dia quatorze de abril, iremos nos reunir novamente, em audiência com o Sinteal, para avançarmos nesta pauta”.

E o Sinteal, segundo Consuelo, vai manter a categoria mobilizada durante toda esta semana, para que os trabalhadores possam participar da “Vigília de Luta e Acompanhamento” da sessão plenária da Assembleia Legislativa, que votará a mensagem governamental do reajuste salarial.

Recursos
Já o vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), professor Milton Canuto de Almeida, também participou da assembleia com esclarecimentos sobre questões ligadas à previdência estadual e à grave perda de alunos da rede estadual para as redes municipais.

Segundo Canuto, existem, sim, recursos que possibilitam a implantação do reajuste, que é 'perfeitamente suportável dentro dos recursos oriundos do Fundeb'. Ele denunciou também a grave carência de professores da ativa no quadro do magistério e denunciou como “gravíssima” a perda de alunos – portanto, a perda de recursos – da rede pública estadual para as rede municipais.

Por: Gazeta Web

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